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  REABILITAÇÃO
   

Areabilitação demorou muito tempo...Em Portugal ninguém falavadisso. Também ninguém mencionava o nome de Sousa Mendes noresto do mundo. Tantos refugiados salvos pela desobediência deSousa Mendes, não podiam imaginar o que se tinha passado. Osfilhos de Sousa Mendes tinham sofrido as consequências daperseguição a que o pai fora sujeito. Todos tinham ficadotraumatizados com a tragédia...Tinham visto o pai aceitar o seudestino, também queriam perdoar e esquecer. A vida tinha quecontinuar...

Mas ainjustiça continuava a fazer sofrer dois dos seus filhos: Joanae Sebastião. Ambos tentaram fazer funcionar as engrenagens daJustiça.

Sebastiãoescreveu artigos para importantes periódicos e viu acumularem-seos textos rejeitados. Tentou escrever a história sobre a formade um romance de amor “hollywoodesca”..."Flight trough Hel", (Fuga através do inferno). Foi publicado em 1951. Não se vendeu... Sebastiãoqueimou os exemplares na lareira. Teve que esperar até 1961 peloseu primeiro êxito.

João Pauloteve a sorte de encontrar um jornalista Guy Wright, do "SanFrancisco Examiner", que ficou interessado e publicou:"Corrigir os factos sobre um ditador eum Herói". Artigo que desencadeou umcerto interesse e foi seguido por outros...

Joana aproveitou este interesse para escrever ao primeiro-ministro de Israel, Ben Gourion, acerca do pai. Esperou dois anos pela resposta...

Finalmente em Fevereiro de 1961, o gabinete do primeiro- ministro informou Joana de que tinham sido plantadas vinte árvores em memória do seu pai nos terrenos do Museu Yad Vashem.

Este seria apenas o primeiro sinal de reconhecimento pelo Estado de Israel.

 

Nostrês anos seguintes, foram publicados na imprensa americanatrês artigos
importantes sobre Sousa Mendes. O artigo com mais destaque foi o
de Harry Ezratty, advogado e escritor independente de NovaIorque. De tal
forma que três anos depois, Yad Vashem investigou e decidiuconferir a Sousa
Mendes a mais alta distinção:

Uma medalha comemorativa com ainscrição do Talmude «Quem salva uma vida humana é como sesalvasse um mundo inteiro».

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ISRAEL concede um Prémio póstumo
a um diplomata português
pelo esforço realizado na salvação dos judeus
durante a 2ª guerra mundial.

A gratidão de Israel em relação a um diplomata português já morto, Aristides Sousa Mendes, que colocou em perigo o seu bem-estar, com o esforço para salvar judeus durante a ocupação nazi, em França, será formalmente expressa na presença da filha. No decorrer de uma cerimónia no Consulado Geral de Israel em Nova York, no dia 9 de Outubro de 1967, a senhora Mendes, que reside em Nova York, receberá uma medalha comemorativa das mãos do Cônsul Geral, Sr. Michael Arnon, em nome de Yad Vashem, Agência da memória dos Mártires e dos Heróis.

Uma citação atestando a coragem e o sacrifício do seu pai, também lhe será entregue. Aristides Sousa Mendes, Cônsul Geral de Portugal em Bordéus, França, durante a 2ª guerra mundial, conseguiu salvar duma morte certa, milhares de Judeus. Assumindo a responsabilidade, forneceu-lhes vistos de entrada em Portugal. Tendo em conta, a natureza dos seus actos e as circunstâncias em que foram levados a cabo, este diplomata arriscou seriamente a sua carreira, o bem-estar da sua família e a sua saúde.

Na medalha que será entregue a título póstumo ao Sr. Mendes, será gravada a inscrição do Talmude: “ Aquele que salva uma vida é como se salvasse o Mundo inteiro”

Foi especialmente, cunhada por Yad Vashem para ser entregue na cerimónia, a não judeus, que ajudaram activamente a salvar Judeus da Europa, durante a 2ª guerra mundial.

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SALVOU10 000 judeus !...

AMedalha foi entregue à família numa cerimónia realizada noConsulado Israelita de Nova Iorque, a 14 de Outubro de 1967


Sebastião eLuis Mendes, Harry Ezratty, Moïse Elias, Cesar Mendes, RabiKruger,

  JoanaMendes, Aristides, Geralyn, Carolyn e Teresinha Swac, LuísFelipe e o Cônsul Geral de Israel que esta a ler o documento.(New York Times, 15- 10 -1967)

Oreconhecimento por Israel foi motivo de grande orgulho e alegriapara Joana, que contudo, também ficou impressionada pela ironiada situação. Um estado estrangeiro acabava de homenagear o seupai, enquanto que, na sua pátria ele continuava desonrado eesquecido.

Encorajadacom a homenagem de Israel, Joana Sousa Mendes, filha deAristides, ia tentar mudar a situação. Ela começou porescrever e recolher testemunhos de pessoas que seu pai ajudara.Algumas responderam. Joana reuniu todos esses testemunhos,cópias de artigos sobre o seu pai e informações sobre ashonras concedidos pelo Estado de Israel...e mandou todos osdocumentos a várias personalidades do regime. Em 1969, escreveao Presidente Português, Américo Tomás, pedindo areabilitação da memória do seu pai. Não obtém qualquerresposta. Marcello Caetano, que tinha falado da liberalizaçãodo regime ...também, não respondeu...

A Censurasalazarista continuava e impediu que a imprensa portuguesanoticiasse o acontecimento.

1974 - (depoisdo 25 deAbril), a familia Sousa Mendes, conseguiu que oGoverno saído da Revolução investigasse o caso A.S.M. Nomeadoo embaixador Bessa Lopes, apresentou relatório em 1976. Só dezanos depois este foi dado a conhecer publicamente.

Em Portugal, o"caso" Sousa Mendes só vem a público em 1986, com um artigo deAntónio Colaço no “Diário Popular”. Tema retomado em1987, por António Carvalho num outro artigo, em “ACapital”, e uma tradução de Reese Erlich... Em 1986 é criadauma "Comissao de Homenagem ao Cônsul A.S.M.

Em 1987, o Presidente Mário Soaresconcede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade a Aristides deSousa Mendes. Informação difundida, outra vez pelo”Diário Popular”.

  Em Junho de 1986, Tony Coelho patrocinou uma resolução na Câmara dos Representantes americanos em honra de Sousa Mendes. Foi aprovada, um ano depois. No entanto, em Portugal, para onde tinham regressado três dos filhos de Sousa Mendes, a família esperava impacientemente algum sinal de que o governo português cumpriria por fim o seu dever moral.

O primeiro vislumbre de esperança veio em Fevereiro de 1988 com a apresentação na Assembleia da República de uma moção, propondo a reabilitação de Sousa Mendes.

1988 A visita inesperada de Tony Coelho, à frente duma delegação bipartidária do Congresso americano, permitiu o milagre. Um jantar especial foi oferecido a Coelho, no palácio presidencial, com os delegados de todos os partidos políticos. Foi decidido, por todos os partidos políticos presentes, que a lei de reabilitação seria votada.

Foi uma surpresa cheia de alegria para Joana e a família, que se encontrava lá em cima na galeria da Assembleia. A moção foi aprovada com aclamação e entusiasmo.!.. difundida, uma vez mais, pelo "Diario da Republica:

 


"Diario da Republica" 19 - 03 - 1988

Em Bordéus"Interaction Aquitaine Portugal" reproduziu o artigo nomês de Abril de 1988, para continuar a informação jàcomeçada no ano anterior( 1987). O artigo traduzido em francês permitiuinformar melhor a Comunidade judaïca de Bordéus e a fundaçãodo Comité Francês Aristides Sousa Mendes, formado porrepresentantes das comunidades judaica, francêsa e portuguêsade Bordéus.

1990O ComitéInternational A.Sousa Mendes veio a Bordeus pela celebração do50° aniversario de Junho de 1940. Nesta delegação: John PauloAbranches o filho mais novo do Consul, o Sr. Dr.Jacobvitz,Director das relações comunitarias da Federação judaica daGreater Est Bay da California, Alvaro Sousa Mendes, um netodelegado da família, que estava a viver em Lisboa, e Marie Roseresidente em Pau, a qual, com muita alegria, encontrou pelaprimeira vez o seu irmão João Paulo. .!


Sud-Ouest 20/06/1990

Osrepresentantes dos três "Comités" foram recebidos naCâmara Municipal de Bordéus. No dia seguinte uma conferênciade imprensa tinha lugar no Museu Jean Moulin. Foi por intermédio deste ComiteInternacional que o Comité de Bordéus tinha recebido maisinformações e documentos.

1990 - Acidade de Montreal (Canada) dá o nome de A.S.M. a um Parque noseu centro.

Mas, nessaaltura, o povo português pouco sabia sobre o assunto ...! Forampreciso mais alguns anos para divulgar a informação.


- Henry Svi Deutcth mostra o seu passaporte
 

No mês de maio de 1992, Diana Andringa e Teresa Olga deslocarem-se e convidaram a Bordéus e a Baiona algumas testemunhas par realizar "O Cônsul Injustiçado", um filme que iria dar a conhecer a acção de Sousa Mendes.
Participaram nesta filmagem algumas testemunhas, salvas por A.Sousa Mendes,entre elas algumas personalidades, nomeadamente : Othon de Habsbourg.

F.R.3 Aquitaine participou nesta rodagem do "O Consul Injustiçado" para realizar uma versão em francés :"Le Consul proscrit". A presença em Bordéus destas testemunhas acabou por convencer a Comunidade Judaica de Bordéus da realidade aqui vivida, tendo ela propria tomado conhecimento da noticia.

1993- 24 deJaneiro, a RTP, canal2 no programa Sinais dos tempos, exibe o documentario : "OCônsul Injustiçado". - 8 de junho, uma lapide evocativa emhonra de Sousa Mendes, na Sinagoga de Lisboa è inaugurada empresença de Mário Soares

1994- BORDÉUS,nos dias 27 e 29 de Maio de 1994
Na Sexta feira 27 à noite, no CAPC projecção do filme
de Diana Andringa et de Teresa Olga :"Le Consulproscrit", seguida duma conferência-debate.

Seguiu-se o debate, com aparticipação de Mário Soares e Diana Andringa. A certa altura,Marek Halter sublinha a importância da memória, e explica comoesta produção se inscreve no seu trabalho : " Se aprimeira reacção do Povo Judeu foi gritar a sua revolta egritar ao mundo a sua indignação, seria lamentável deixar queas geracões futuras pensem que o homem não é capaz que dopior..."

Domingo 29 de Maio, no Jardim daresistência, Procede-se à inauguração do Busto de Aristidesde Sousa Mendes pelo Presidente Mário Soares, em presença daComunidade portuguesa da região.


PhotosSud-Ouest 31 Mai 1994(Claude Petit)

Segue-se a colocação de umaplaca comemorativa na porta do edifício do antigo Consulado dePortugal, no número 14, do Quai Louis XVIII.


PhotosSud-Ouest 31 Mai 1994(Claude Petit)

Em1994, a presença dosrepresentantes da Comunidade Judaica local e internacional foiimportante. A Comunidade portuguesa também lá estava .Seguiram-se as alocuções de vários responsáveis da ComunidadeJudaica:

A Drª.ClaudineGeissman sublinhou a impotância damemória : "A memória teve sempre um papel importante paraa Comunidade Judaica. Por um lado, permitiu-lhe constituir etransmitir o património judaico e por outro, ajudou a forjar e aconservar a nossa identidade.

"Nestecaso, salvaguardar a memória é querer lembrar-se que no momentoem que a nossa história se encaminhava para a desgraça, e que ogoverno da época, pela sua atitude, colocou-nos perante umeminente perigo. Houve homens e mulheres, “Justos, que pondoem perigo a sua vida, em detrimento da sua própria família,estenderam-nos as mãos, dando-nos ajuda e reconforto.

"Atravésdos seus actos, proclamaram que a fraternidade humana não erauma palavra vã. Também, me encontrei nessa situação, criançacom a minha mãe e avó, na noite da grande razia. Isto aconteceuna cidade onde vivíamos e da qual escapámos, não sei como,acolhidos e escondidos por uma família desconhecida de nós,até ali...

Desejamoshomenagear Aristides Sousa Mendes e exprimir a nossa gratidão ereconhecimento à sua família que sofreu durante longos anos asconsequências do seu gesto nobre e corajoso.

Aseguir, o Presidente do Consistório,Dr.Benayan, o representante da Cidade deBordéus e o Préfet da Régião, tomaram a palavra, e paraterminar, o Presidente Mário Soares expôso que levava no coração :

”....É uma grande honra e um momento de emoção estar aqui, paraprestar homenagem a Aristides Sousa Mendes, esse grandeportuguês, simples, homem modesto, mas que soube, contra asordens do ditador Salazar, cumprir os deveres de humanismo emrelação a milhares de refugiados, que bateram à porta do nossoconsulado, aqui mesmo, para pedir um visto para aliberdade...Eles queriam fugir do invasor nazi e atravessarEspanha, que estava como Portugal ao lado do nazismo e dofascismo... Devemos agradecer-lhe o seu gesto. Foi perseguido emPortugal. Morreu na miséria porque foi demitido das suasfunções públicas. Cumpriu simplesmente o seu dever humano.


Photos Sud-Ouest 29 Maio de 1994:

Epara concluir o Presidente dirigiu-se à Comunidade portuguesa:
..."Para dizermos que o vosso acto deestares aqui, o vosso respeito por este cônsul, porque a nossacomunidade portuguesa em todo o mundo, e o nosso humanismoportuguês tem sido sempre o humanismo do amor pelo outro, derespeito por quem é diferente de nos, de curiosidade porque édiferente de nos, de capacidade de nos adaptar às condições, aestilos de vida, a maneiras de ser diferentes daquelas que sãoas nossas. Adaptamo-nos nas terras onde estamos; Vocês aqui emFrança são respeitados, acarinhados pela Comunidade francêsa eadaptam-se a ela, mas no fundo dos vossos corações vocêsguardam sempre o respeito e o amor por Portugal. Isto é qualquercoisa que me enche de emoção e de orgulho relativamente a todosvocês. Muito obrigado, meus caros amigos !"

E DianaAndringa comentouno "Público": "Em frente aoconsulado, ouvindo falar Mário Soares e os dirigentes deBordéus e da comunidade judaica, olhando os portuguesesengravatados e felizes, era impossível não lembrar um poema deJorge de Sena, lido na véspera, numa sessão em que Maria deLurdes Belchior apresentara a obra do escritor. Um poemaviolentíssimo de desgosto e de repulsa por esse Portugal daditadura, que levava ao exílio os melhores de entre os seusintelectuais e cientistas - exílio que ainda hoje marcaPortugal...

"Ese nessa alegria os portugueses misturavam pouco de orgulho, quempoderia censurá-los? Fugidos do Portugal de Salazar, à guerracolonial , à PIDE ou simplesmente à miséria, Sousa Mendes, ocônsul desobediente, era um deles. E com essa homenagem, eracomo se também fosse mais forte o seu direito de cidadania numaFrança onde, vivem certamente muito melhor do que jamais teriamconseguido em Portugal, comeram o pão que o diabo amassou...."

 

No mês de Maio do mesme ano, dez mil arvores foram plantados
no deserto do Neguev. Uma arvore por cada refugiado salvo.
É a Floresta
Aristides de Sousa Mendes.

 

1995: Homenagemde Lisboa e de Portugal,

. . . . Maria Barroso e o seu marido, O Presidente Mario Soares resolveram organizar comemorações oficiais em todo o Pais.

Um selo comemorativo foi editado.

Desdefevereiro de 1995 começou o Homenagem Nacional

1 °- Nas escolas de todo o país : Um Concurso "Aristides de Sousa Mendes"
foi organizado em todas as escolas, visando os alunos dos 1º e 2º ciclos do
ensino básico e destinado a recordar a acção daquele Cônsul na protecção dos
direitos humanos, durante a 2ª Guerra Mundial (Fevereiro 95 a Dezembro de
96).
 
  2 °No mês de Março : Homenagem de Lisboa e de Portugal,
com a presença duma importante delegação Judaica - Americana. Depois de algumas
cerimónias religiosas na Sinagoga e na Sé, os participantes foram recebidos
na Delegação Luso-americana de Lisboa, onde se desenrolaram conferências e
debates.
Na segunda - feira, fizeram uma visita a Coimbra, na Universidade onde Aristides estudou, com o seu irmão César, e na tarde chegaram a Cabanas de Viriato. O primeiro lugar a visitar, depois duma reunião no Salão dos bombeiros, foi o cemitério para uma última homenagem em frente ao seu jazigo. Uma mulher cantou...! e depois um momento de oração para agradecer a Deus..! por este homem que Ele nos deu. Nos dias seguintes, esta delegação foi visitar cidades e aldeias onde viviam os judeus expulsos de Portugal em 1492.  

Naquinta-feira 23 de Março, à noite, no teatro Tivoli, aFundação "Pro Dignitate" presidida pela Drª.MariaBarroso, promove uma Homenagem Nacional a Aristides de SousaMendes, com a presença do Presidente da República, a presençadum delegado da Câmara municipal de Bordéus, e Presidente daConsistória. A ausência do Governo português criou um certomal-estar que provocou a justa indignação de Mário Soares. Masfoi um serão festivo durante o qual os jovens do Teatro deCascais cantaram maravilhas..! e Maria Barroso deu-nos a conheceralgumas páginas de Aristides de Sousa Mendes..


(fotografia "Pro Dignitate")

Duranteesse serão, o Presidente Mário Soares entregou a João Paulo,filho du Cônsul, uma decoração póstuma, a Grande Cruz daOrdem de Cristo"

No 26 de Março, emLisboa, a Fundação, "Pro Dignitate" e aadministração do Metropolitano de Lisboa homenagearam Aristidesde Sousa Mendes, na Estação Parque. Com efeito a estação da

  rede é dedicada à Declaração Universal dos Direitos do Homem. O Memorial está situado no átrio de entrada da estação. Esta obra, da autoria do escultor João Cutileiro, consiste numa coluna paralelipipédica em pedra-lioz contendo, no interior de uma abertura cilíndrica que a atravessa de lado a lado, uma medalha representando a silhueta de "um Homem Só" simbolizando a cruzada solitária da figura heróica que foi Aristides de Sousa Mendes. 

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1996 - OTeatro de Portalegre apresenta a peça de teatro
Numero 14 - Cais LOUIS XVIII- Bordeaux - France
Aristides, oCônsul que desobedeceu
"O meu desejo é mais estar com Deus contra o Homem do quecom o Homem contra Deus"
Peça de teatro por Dr.António Sousa Mendes
, A peça foi representada emmuitas cidades portuguêsas mas também em Paris, Bordéus,Pau...Texto : http://parnaseo.uv.es/Ars/Textos/Moncade.htm

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1997- Out.Frankfurt - Feira do Livro, é lançada a edição alemã dolivro de JúliaNery, "O Cônsul", já antes traduzido emFrancês e editado em Bordéus.
Out.,31. O di
áriofrancês LE MONDE homenageia A.S.M., pela ocasião do processocontra Maurice Papon, ancien prefeito de Bordéus, durante oregime do Marechal Pétain

1998 - Publicaçãodo livro A.SM. O justo de Bordéus, seguido do debate público, em Bordéus e de um programatelevisivo, por satélite: Bouillon de Culture.
Out., Covilhã. O mestre Lu
ís Ciprianodirige o "Requiem por A.S.M., da sua autoria.
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1998 -ESTRASBURGO - HOMENAGEM da EUROPA


(fotografia Gerald Sousa Mendes)

A cerimónia teve lugar nosalão Robert Schuman, onde se encontravam alguns deputadoseuropeus e vários membros da família Sousa Mendes, netos ebisnetos , a maioria vindos da América, do Canadá, de Portugale outros lados. A iniciativa partiu dum Inter-grupo parlamentar:"Estado de Israel- União Europeia", que tem a sua sedeem Bruxelas. A cerimónia começou com a leitura da Mensagem doPresidente Jorge Sampaio, que não pôde deslocar-se.

"Homenagear a memória deAristides de Sousa Mendes é querer que perdure a lembrança dasua actuação e que o seu exemplo seja uma referência viva paraas gerações presentes e vindouras. . . Permitam-me iniciar estabreve mensagem à homenagem prestada a Aristides de Sousa Mendes,dizendo que porventura só se encontra o verdadeiro heroísmo naspersonalidades que nunca aspiraram a ser heróis; naqueles homense mulheres que, ao longo da sua vida, e mau grado todos osobstáculos e dificuldades, se limitaram a permanecer fiéis aosvalores e princípios em que firmemente acreditaram, e a agir deacordo com a sua consciência.

"Aristides de Sousa Mendesé um desses heróis a quem se deve um merecido respeito ereconhecimento. Para o Cônsul de Portugal em Bordéus adesobediência a irrenunciáveis imperativos de humanidade e desolidariedade".

Na impossibilidade de visionar ofilme, "Le Consul proscrit" Diana Andringa deu-nos aconhecer algumas testemunhas, que tinham aceite vir a Bordéusfalar do que se tinha passado em 1940. Foi particularmenteemocionante ouvir este reconhecimento exprimido nas váriaslínguas da Europa e do mundo; Harry Kneital, Embaixador deIsrael junto da ONU, o representante do Congresso judeusInternacional, Gilbert Roos e Willy.de Clercq. Este últimocontou o que se tinha passado, ele que recebeu um visto emToulouse, do Vice - Cônsul, obedecendo às ordens do seusuperior, o Cônsul Geral de Bordéus.


fotografia Gerald Sousa Mendes

...E depois foi para a famíliauma oportunidade de se encontrar e descobrir tantos primos, netose bisnetos, vindos da Califórnia, Canadá, França e Portugal..!..Inesquecível encontro e...descobertas !

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Durante o mês de Outubro domesmo 1998, no quadro da geminação Porto - Bordéus, oPresidente da Câmara Municipal do Porto, lembrou à delegaçãode Bordéus : "

"Bordéusé também para nós, a atitude de um português destemido econsciente dos valores da Liberdade e da Democracia, que lhepermitiram salvar milhares de vidas, principalmente judeus,perseguidos durante a ocupação nazi. Refiro-me ao cônsul dePortugal em Bordéus, Aristides Sousa Mendes, que contra asordens do governo português daquela altura, entregou passaportese vistos portugueses a um número incalculável de famíliasperseguidas, salvando-as do holocausto".

1999 Abril,Rio de Janeiro, a Câmara municipal atribui Condecoração daCidade à memoria de ASM.============================================================================

No 16 de Maio 1999, o PresidenteJorge Sampaio foi visitar a casa do Cônsul em Cabanas de Viriatoe homenageia A.S.M.
2.000 - fev.Lisboa, escritura notarial de constitução da FundaçãoAristides de Sousa Mendes.
-Março, em Lisboa, Palacio das Necessidades, Jaime Gama,ministro dos Neg
ócios Estrangeiras, doa50.000 contos à Fundação Aristides de Sousa Mendes.

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Honrado no MUNDO inteiro como umHERÓI

O capítulo da REABILITAÇÃOacabou,

RESTA-NOS manter a"memória" viva !

 

Durante o tempo que durou a reabilitação, a publicação de vários documentos pelo Comité e alguns livros irão contribuir para este esforço. Agora alguns deles, ajudam-nos a honrar a sua memória:

Flight trough Hel", (Fuga através do inferno 1951 - 1968) -Traduzido do Inglês e publicado no mês de Março de 2003, pelo "Comité Nacional ASM"

Reader's Digest (1963 et publicado nas todas as linguas do mundo (francês 1988).

- 1990 - Mas a multiplicidade de homenagens a Sousa Mendes que se tinham multiplicado nos USA e no Canadá, provocaram a atenção de Rui Afonso, um jovem jornalista canadiano, de origem portuguesa. Ele decidiu aprofundar mais o assunto. No princípio recolheu as suas primeiras informações de Luís Felipe Mendes, um dos filhos, residente em Montréal. No mês de Setembro de 1988, foi para Bordéus, Pau e Baiona. Depois foi para Paris...e outros lugares. Começou por publicar "INJUSTIÇA", em 1990, um estudo sobre o processo de A. Sousa Mendes no qual foi julgado e condenado, um livro publicado a partir do trabalho de Nuno Bessa Lopes, que não chegou a ser publicado. Este livro "INJUSTIÇA, foi muito útil, numa altura em que ninguém sabia bem o que tinha ocorrido. Segue-se no mês de Junho de 1995, outro livro, muito mais documentado. "O HOMEM BOM" Neste livro, Rui Afonso apresentou um Aristides de Sousa Mendes no seu quadro familiar e social :, um livro de 350 páginas, "extremamente interessantes, agarrando-se e baseando-se muitas mais a factos pesquisados, rebuscados e extraídos no processo de Sousa Mendes existente no Ministerio dos Negócios Estrangeiros, pelos testemunhos orais e escritos dos seus familiares ainda vivos e de outras centenas de pessoas, que de perto ou de longe conheciam a vida professional, social e familiar de Aristides de Sousa Mendes"... Mas, neste livro o historiador parece às vezes esquecer a sua missão.. O papel do historiador é saber escolher entre o que se passou realmente e o que a gente disse...e gosta de dizer ! O livro está esgotado...ficamos à espera de encontrar novamente uma edição... dum historiador. (.Jacques Rivière)  

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  No mês de outobro de 1997, o "processo Papon" atrai em Bordéus muitos jornalistas. O processo vai dar ao que se passou, aqui em Bordéus em 1940, uma recrudescência de actualidade.

José Alain Fralon publicou no jornal , "Le Monde", um artigo cheio de actualidade, opondo ao "Préfet de Pétain" que obedeceu às ordens dos nazis. Um livro escrito durante os meses que seguiram o processo. Uma história de coragem que contrasta com a história deste Préfet, que tinha colocado a sua consciência "fora da Lei" no exercício das suas funções. Uma história escrita com um certo calor humano. O livro "Le Juste de Bordeaux" 120 páginas, foi traduzido para português, "Aristides de Sousa Mendes - Um Herói português", inglês e alemão.

Outros livres et publicações, iniciativas da Fundação e do "Comité Nacional Francês A.Sousa Mendes" estão assinalados nos capítulos respectivos : "Fundação" e "Comité", com os meios dos adquirir para si.

 

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