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História em debate...

Junho de 1940...foi ontem !
Mas a fonte desta história são testemunhos e documentos das pessoas que partilharam os acontecimentos e por vezes, essas pessoas difererenciam-se por aspectos julgados importantes para uns e secunduárias para outras...!
Será bom tentar saber o que realmente se passou, o que foi dito...e as razões que explicam determinadas divergências :

Ainda... quem é que tem razão ?
Por esta razão temosde procurar a verdade.
É o objectivo desta página... saber o que se passou verdadeiramente.

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- Em que condições Sousa Mendes deixou Bordéus... foi livramente, ou com
os funcionários de Salazar ?

-Alguns jornalistas dizem que Sousa Mendes falou do "catholique" Hitler.!
Os sites da comunidade judaïca, referem o que disse Sousa Mendes duma maneira diferente:
"Rabi se tantos judeus sofrem por causa de um demónio não judeu, tambem um cristão pode sofrer com o sofrimento de tantos judeus".
- A denominação do Sousa Menses como o "Schindler português"
- La tragédie Juive en France, par Serge Klarsfeld"

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1

- Em que condições Sousa Mendes deixou Bordéus...
foi livramente, ou com os funcionários de Salazar ?

Si consideramos a B.D. talentosemente redigida e desenhada por Jocelyn Gilles em 1994, Salazar mandou dois funcionários a Bordéus para ir buscar o Cônsul desobediente. Estão encarregados de o levar até Lisboa... O Cônsul, assim como os membros membros da sua família, foram convidados a seguí-los "para a sua sergurança e dos seus". Sousa Mendes protesta vigorosamente, mas sinte-se obrigado a segui-los. Uma vez chegados a Bayonne, Sousa Mendes pede-los autorização a esses senhores para fazer uma paragem, o que lhe permitiria ir ao consulado onde se encontrava uma multidão de refugiados. Aí, retoma o seu trabalho, dando vistos..." Dos funcionários que o levariam para Lisboa, não faz caso e, muito menos dos alfandegários espanhóis de Hendaye que tinham ordens para recusar a passagem da fronteira a todos os portadores de vistos passados por Sousa Mendes. Mas S.M. diz-lhes para o seguirem, pois existiam um outro lugar de passagem sem telefone e onde, certamente, ainda não teriam chegado as ordens emitidos por Madrid.

Neste punto, o testemunho de Pedro Nuno, datado de 25 de junho de 2005 é claro:

- Maria Vitorino perguntou : Quando a PIDE chegou a Bordéus, os seus pais já estavam a caminho de Bayonne?

- É bom que se saiba: ele não fugiu à PIDE, o que pretendia era conseguir abonar mais vistos. Em Bordéus já não era viável, por isso, foi em direcção à fronteira para salvar mais pessoas. Deu vistos em todos os lados onde via refugiados. No caminho, nas ruas, nos cafés, etc.

- Ficou ainda em Bordéus?

- Não. Vim de carro com um casal belga. O meu pai aconselhou-me a regressar. Era perigoso ficar. Quando é que tornou a ver o seu pai?

- Curiosamente, a meio do caminho, quase a chegar à fronteira, estávamos a pôr gasolina no carro, e quem é que eu avisto do outro lado da rua? O meu pai. Foi emocionante. Não falámos, mas dissemos muita coisa naquele silêncio.

Mas Jocelyn Gilles redigiu a BD a partir de documentos que tinhamos na altura, particularemente o artigo de Gérard Clark, publicado na "Reader Digest" de dezembro de 1988 (1). Este texto vinha da América onde a acção conjunta de Sebastião, Joana e João Paulo, tinha despertado a atenção de Yad Vashem que acabava de prestar homenagem a seu pai, depoisnos diferentes Estados da América e,um puco mais rarde, em Portugal.

  Podemos surpreender-nos pelo facto de Pedro Nuno, a única testemunha verdadeira, tenha esperada até 25 de janeiro de 2005 par, nesta intrevista, dizer o que realmente se passou.

Neste momento, Pedro Nuno, estaria em Portugal ..? Os que tinveram o privilégio de o conhecer, lembram-se da sua discreção e da sua delicadeza ... não se surpreenderam muito da sua reserva àcerca do que foi escrito por Sebastião e Joana, a sua querida irmã.

O objectivo tinha-se atingido, homenagem prestado a seu pai, momento certo para intervir e dizer que as coisas não se tinham passado exactamente deste modo ! Estava-lhes profundamento grato por ter sido obtide a reabilitação do seu pai.

Para sermos fieis à história suprimimos, num primeiro tempo esta imagem da B.D. e alterado outras. Com efeito, se é verdade que Salazar enviou dois funcionários em Bordéus buscar Sousa Mendes numa "Limouzine"...e acabar assim com a passagem abusivo de vistos ... se vieram ao consulado e aí não encontraram o Senhor Cônsul Geral de Bordéus, no regresso não tiveram necessidade de parar em Bayonne...

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(1) - A "Reader Digest" foi o primeiro documento que tivemos em Bordéus. É a partir deste documento que Jocelyn Gille desenhou e redigiu a B.D. A "Reader Digest" dizia " Como era de esperar o governo portuguès reagiu : enviou uma "limouzine" e dois funcionarios a Bordéus para rapatriar urgentemente os desobediente e sua família. Não temos Qualquer motivo para contestar este facto. Mas quando se conhece a ruazinha onde se situava o consulado em pleno centro antigo da cidade de Bayonne, é dificil imaginar que "atravessando Bayonne, Mendes tenha visto um multidão às portas do consulado português; mandou parar o carro"...ou que os funcionários tenham cedido ao pedido de A.S.Mendes para se encontrar com o Vice-consul... invocando ..."Ainda sou o seu superior..."

2 ..."Este católico" Hitler.!.

- Uma expressão que pode surpreender e que merece pesquisa. Segundo a actual imprensa portuguesa , Aristides de Sousa Mendes tinha declarada ao Rabino Kruger : "Se milhares de Judeus sofrem por causa de um católico (Hitler), certamente , que é permitido a um católico sofrer por tantos Judeus."
Aristides de Sousa Mendes teria feita tal declaração ao Rabino Kruger.?..

Secundo Rui Afonso, o caso ter-se-ia passado no Parque Eduardo VII em Lisboa, em 1941. A sua desobediência custou-lhe um castigo exemplar, encontra-se sem meios de sobrevivêcia, os seus filhos são praticamente forçados a deixar Portugal a fim de poderem encontrar trabalho ou continuar os estudos... O Rabino està-lhe e exprime-lhe a sua gratidão !...daí a resposta que lhe teria dada Sousa Mendes: "Se milhares de Judeus sofrem por causa de um católico (Hitler), certamente , que é permitido a um católico sofrer por tantos Judeus. não poder agir de outro modo e, por conseguinte, aceito com amor tudo o que me aconteceu".

  Mas secundo Rui Afonso, é o Rabino Kruger que adia esta declaração. No momento, poderia ter ficado chocado mas para o Rabino, havia os judeus, o seu universo e o universo dos cristaos, "os " ... Não sendo Hitler judeu perttencia, contudo a este universo , o "dos católicos" ao qual tambem fazia parte Sousa Mendes...

Em contrapartido Rui Afonso apresenta referências que parecem sérias: Na nota 11, da página 262, lembra a carte de Kruger enviada a Yad Vashem. Na página 345 "carta a Yad Vashem, em hebraïco, 2" lyar 5727, 2 de junho de 1967)". Não conhecendo o hebraïco fiquei por aí. Esta citação do Rabino Kruger é precedida de uma chamada de atenção que confirma a confiança e a amizade entre os dois.

"Apesar de credos diferentes, Kruger e Sousa Mendes concordavam em muitos aspectos...Segundo Kruger, "Sousa Mendes aceitou com humildade cristã o que acontecera".

Mas outro coisa que teria dito o Rabino Kruger, aquando do seu testemunho 20 anos antes... e os propósitos tidos por A. Sousa Mendes nestas circunstâncias...! Como se pode ousar escrever a partir deste "testemunhas lembranças" do Rabino Kruger, Sousa Mendes terá dito : "Se milhares de Judeus sofrem por causa de um católico (Hitler), certamente , que é permitido a um católico sofrer por tantos Judeus (1). Esta frase chocou...! E é, essa mesma frase, que 20 anos mais tarde, os jornalistas vão empregar e ainda hoje tambem para passar na história por : Este católico Hitler !

Mas estes propósitos atribuidos a Sousa Mendes pelo Rabino Kruger, apenas são formulados aquando da publicação de "O HOMEM BOM" em junho de 1995.

Após a publicação deste livro é retomada pela imprensa portuguesa, em particular pelo "Museu da República e da Resistência, que não fará uma homenagem sem a citar ...um pouco como se fosse "Mensagem de Sousa Mendes aos homensdo nosso tempo"...Sousa Mendes, um católico mas antes de tudo um grande humanista, Hitler um "catholique", mas um demonio !...

O site deste "Museu" è breve: uma página e meia, mas a referida frase està sublinhada. José Alain Fralon, por sua vez, orientado pelo jornalista português Flucher Monteiro, cita - a num artigo do "Monde" de 1997. Perante o sucesso, Rui Afonso , retorna -a na revista "Revue d'Histoire de la Shoa" (Janeiro - Abril 1999) . Chegou à mesma conclusão no seu artigo de 22 páginas e na nota da página 28, continua a reenviar-nos para a carta-testemunha do Rabino Kruger, mas este vez sem nenhum comentário. !

Tal insistência leva-nos a interrogar, uma vez que os mais antigo "site" português consagrado a Sousa Mendes ainda não mudou a sua primeira fórmula. "Rabi se tantos judeus sofrem por causa de um demónio não judeu, tambem um cristão pode sofrer com o sofrimento de tantos judeus"

Se interrogardes o responsavel das "Vidas Lusófonas", dir-vos-á que o encontrou no "site" brasileiro "Marcha da Vida", retomada por vários "sites" da Comunidade Judaica brasileira em 2005 por ocasião dos 60 anos da libertação dos campos Birkenau - Auschwitz, para lembrar a história deste Justo através do testemunho do Rabino Kruger: "Hitler este demónio que não era judeu !

http://www.marchadavida.org.br/textos/Justos/Aristides.asp Associação Brasileira dos Participantes da Marcha da Vida Página mantida por www.NetJudaica.Com.Br. http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/Aristides/home.html
http://www.deolhonamidia.org.br/Publicacoes/mostraPublicacao.asp?tID=161
http://www.us-israel.org/jsource/biography/Mendes.html (em Ingles) www.riototal.com.br/comunidade-judaica/juda2d.htm
http://perso.wanadoo.fr/d-d.natanson/aristides_de_souza.htm

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Estas duas versões tão diferentes colocam-nos duas perguntas que nos remetem para o que a história e a imprensa da altura nos referia à cerca de Hilter.

1° ) Hitler católico - Em que bases se fundamentou Sousa Mendes para dizer que Hitler era católico ? Quem nunca o escreveu ? Que nos diz a história a esse respeito ? Em que fonte se fundamentou Sousa Mendes par fazer tal afirmação ?

2° ) Hitler, este demónio que não era judeu ... Que se dizia de Hitler em junho de 1940. Longe de nós evocar o seu retrato, contar a sua vida, nem como é que este "demonio" foi capaz de chegar a este ponte. Certamente o maior criminoso da humanidade. E por que é que as Comunidades judaicas preferiam chamar-lhe : "Este demonio que não era judeu àquele que os jornalistas hoje preferem ; Hitler este católico? Quem é , pois Hitler ?

Católico ? Haverá um único historiador que o diga ?
Judeu ? Se hoje os historiadores concordam em rejeitar uma acsendência judaica...nem sempreassim foi, sobretudo no conexte desta guerra que semeou dor, torturas e morte. Considerando o contexto da época, e de um certo clima antisemita, podemos tentar compreender esta citação. Alguns historiadores interrogam-se. Terà Hitler ascendentes judeus ? Nunca o saberemos- dizem os mesmos. Mas a pergunta é questão de debate e permite compreender melhor a resposta de Sousa Mendes : Foi dito que o avô de Adolf Hitler era judeu. Verdadeiro ou falso ? Para alguns historiadores é verdade, par outros falso. Sabe-lo-emos ?
voir :
Adolf Hitler Il a été dit que le grand-père d'Adolf Hitler était Juif. Vrai ou Faux ? dans les historiens certains sont pour le vrai et d'autre pour le faux... saurons ...
membres.lycos.fr/histoiredefrance/ articles/personnalites/Hitler.htm - 21k - En cache:

Precisar: Que este demónio não era judeu, seria levantartodas as ambiguidades, no momento em que era dito que esta infelicidade que se abatia no mundo era causada por um homem que, agindo deste modo era causada por um homem que, agindo deste modo, renegava esta ascendência judaica que lhe era atribuida.
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- Hitler professa pela religiao cristã, julgada débil, um desprezo indiferntea todos os argumentos. A lógica queria que ele virasse de cristão a judeu, a quem se deve a ideia de um Deus de justiça e de misericordia, completamente incompativel com o princípio da desigualdade, fundador do racismo, cuja raivajà não tem jà não tinha fim.
- Era necess
ária que os judeus fossem todos exterminados e era o último que deveria morrer, pois bastava um único judeu para que os ídolos fossem ridículos.

O crime contra Humanidade foi, realmente, uma tentativa da morte de Deus...Bastava e era preciso suprimir o portador de Deus para que Deus desaparecesse ao mesmo tempo. Em seguido, viria a vez do cristão ...pois há judeu no cristão, quando ele é verdadeiramente cristão..."Jean Claude Eslin dans :"Les Nouveaux Chrétiens", N°67 1981-1982, p.7 (Cité par D.de La Maisonneuve dans "Le Judaïsme" p.47/48

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3 o "Schindler português"

É Sandra que não aceita a expressão ! (fevereiro 10, 2004 )

Por várias vezes tenho verificado que Aristides de Sousa Mendes é denominado o "Schindler português". Não entendo porquê, a não ser que seja a memória cinéfila que funciona mais do que a verdade histórica e científica. Se não fosse ter sido feito em 1993 um filme sobre Oskar Schindler quem mais se lembraria dele?

Como as coisas não acontecem de trás para a frente, vamos a factos, porque a História é uma sucessão de factos no tempo e ninguém tem dúvida disso:

1 - Os factos relacionados com Aristides de Sousa Mendes ocorreram entre 1939 e 1940, quando milhares de judeus recorreram aos serviços do Consulado de Portugal em Bordéus para obter visto de entrada em Portugal.

2 - Os factos relacionados com Oskar Schindler ocorreram entre 1940 e 1944 e situam-se na Polónia ocupada pela Alemanha. Durante este período Oskar Schindler obteve dos ocupantes a permissão para ter uma fábrica com trabalhadores judeus seleccionados nos campos de concentração.

3 - Aristides de Sousa Mendes incorreu no seu acto em desobediência com as indicações dadas pelo Governo português. Por isso foi expulso do serviço diplomático e só foi reintegrado, postumamente, depois de 1974. Com o seu acto, embora não se conheça com rigor quantos vistos foram passados, calcula-se em cerca de 25000 o número de pessoas, completamente desconhecidas para ele, que escaparam aos campos de concentração devido à acção do «Cônsul injustiçado»

4 - Oskar Schindler usou na «sua» fábrica da Polónia, sem qualquer remuneração, judeus de várias nacionalidades durante cinco anos, se bem que não tenha havido queixas de exploração. Quando os Aliados se aproximavam do local onde se situava a fábrica, Schindler elaborou as tão celebradas listas (são duas e não uma) como forma de beneficiar da bondade dos Aliados. Nas listas constam 1200 nomes de pessoas com quem Schindler privou de perto.

Como facilmente se observa, as diferenças são enormes e chamar a Aristides de Sousa Mendes o "Schindler português" é, na minha opinião, um erro crasso e até mesmo uma afronta. Em primeiro lugar, porque os factos passados com Aristides de Sousa Mendes ocorreram quando a II Guerra Mundial mal tinha começado, em condições absolutamente incríveis, logo muito anteriores aos de Schindler. E depois à questão dos números, que são abissais.

Nestas coisas de apelidar as pessoas com atributos de outros, convém lembrar que antes de se saber da existência de Oskar Schindler, Aristides de Sousa Mendes era conhecido como o «Wallenberg português», cuja designação provinha da acção do sueco Raoul Wallenberg, em tudo muito semelhante à de Aristides de Sousa Mendes, na Legação Sueca em Budapeste em 1944.

Sendo certo que o caso de Aristides de Sousa Mendes é muito mais antigo do que o dois outros, a nenhum deles vi ou ouvi chamar o "Aristides de Sousa Mendes alemão" ou o "Aristides de Sousa Mendes sueco". Porque será?

Ficam aqui alguns «links» que podem ter interesse nesta matéria:

Aristides de Sousa Mendes
http://www.iie.min-edu.pt/sousa-mendes /
http://www.us-israel.org/jsource/biography/Mendes.html

Oskar Schindler
http://www.us-israel.org/jsource/biography/schindler.html
http://www.us-israel.org/jsource/Holocaust/Schindlerslist.html
http://www.oskarschindler.com /
Raoul Wallenberg
http://www.raoul-wallenberg.org.ar /
http://www.us-israel.org/jsource/biography/wallenberg.html

Afixado por: Sandra em fevereiro 10, 2004 09:49 PM

Seria também importante saber as consequências da perseguição sofrida por Aristides Sousa Mendes nos restantes membros da sua família. É que não só ele foi perseguido como muitos dos seus famíliares que acabaram por ter que emigrar. Conheci alguns membros da sua família mais directa e as consequências são visíveis.

4 La tragédie Juive en France, par Serge Klarsfeld"

Fica por traduzir...~ í í ó ú á ú í ú á ó í í . ú íó

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