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MANTER a sua MEMORIA

Foram precisos sessenta anos para que justiça fosse feita, e que Aristides de Sousa Mendes encontre o seu lugar de heróï na HISTORIA dos povos.

No dia 11 de Maio de 2005 no Palácio do UNESCO em PARIS, com a presença dos representantes diplomáticos do Mundo inteiro :

  Concerto : Música e palavras do mundo

En hommage à

Aristides de Sousa Mendes

Na Quarta feira 11de Maio de 2005 à 22 heures 30 Salle I

Organisado com o patrocínio do Diretor Geral do UNESCO, pela Delegação de Portugal junto da UNESCO. Com a participação de Jorge Chaminé, bariton, e dos seus amigos de todas as regiões do mundo.

Com respeito a este acontecimento Jean Lacouture escreveu no"Nouvel Observateur" : "Fui particularement feliz que este serão do UNESCO, tivesse sido animado e dominado por um grande artista português, citadino do mundo, Jorge Chaminé, o qual, para melhor honrar o seu glorioso compatriota, tinha realizado, neste noite um dos mais extroardinário "desempenho" do qual o velho amador de música que sou, fui o testemunho deste meio-século..! ...Aristides de Sousa Mendes foi honrado por aqueles que se esforçam para que através da arte se vivam novamente as condições de Paz - e por intermédio dum grande cantador do nosso tempo, vindo das margens do Douro....!"

E foi tambem em condições semelhantes que no dia 10 de Novembro, a UNESCO celebrou o sexagesimo aniversário da sua fundação, novamente com Jorge Chaminé, os mesmes artistas, e sempre evocando a memória de ARISTIDES DE SOUSA MENDES..!

Em Portugal
a p
ágina de heroismo que Aristides escreveu faz parte doravante dos programas escólares. "Os heroï não são os que combatem nos campos de batalha ou que vivem pungentas aventuras" tinha escrito o Ministro da Educação, num documento dirigido aos estabelicementos escolares portuguêses.

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A situação de hoje, em Portugal, foi a consequência de todo o trabalho de reabilitação concluído com a homenagen do Parlamento Europeu no 17 de Novembro 1998 (Ver: REABILITAÇÃO)

ESTRASBURGO - HOMENAGEM da EUROPA


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Este capítulo não é necessariament a tradução do capítulo "Garder Mémoire"
deste site dedicado a A.Sousa Mendes. Esforçamo-nos propor a vossa reflexão
artigos e acontecimentos equivalentes, e capazes de ser mais interssantes para os
portugueses, e países de língua portuguesa.

 

No ano 2.000 deu-se a primeira Homenagem Nacional e Internacional

 

No princípio do ano a SIC e a revista "Visão" lançaram um inquerito, para designar a personalidade que marcou o Século, propondo o nome de 40. personagens

E foi a surpresa ! Aristides de Sousa Mendes Cônsul du Portugal em Bordéus chegou em 2° lugar com 18,4% de votos, este homem demitido e perseguido por Salazar. Este chegou com 28,6% dos votos. " O seu 2° lugar nesta votaçõ foi uma surpresa . Ou talvez não: a sua actuação foi, sobretudo , muito portuguesa e enche-nos de orgulho", comenta "Visão" ...!

"Mas para além da surpresa, com esta sondagem temos a confirmação que Sousa Mendes jà é conhecido de muitos portugueses...e ele nos enche de orgulho !"

2 e 3 de Abril de 2.000

60 anos depois dos acontecimentos. Uma celebração que começou em Lisboa no dia 2 de Abril para continuar em New York durante todo o dia 3 de Abril, anniversário da morte do Dr. Sousa Mendes.

As celebrações do dia 2 , uma iniciciativa da Fundação Sousa Mendes criada recentemento, anticipava a inauguração da Exposição da reabilitação dos Justos que tinha lugar o dia seguinte, 3 de Abril em New York, com a presênça do Nobel da Paz e de Elie Wietzel, sobrevivente de Auschwitz, de Maria de Jésus Barroso, presidente da Fundação e do Secrerio Geral da O.N.U. Koffi Anan.


(fotografia "Pro Dignitate)

Neste Domingo 2 de Abril a missa de agradecimento por Aristides de Sousa Mendes tinha lugar na Igreja de S. Sebastião da Pedreira, rezada por S. E. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Traçando o perfil de Sousa Mendes como "um homem bom, um cristão, cuja coragem deveria servir de inspiração para todos".

No forum Picoa- Um debate com a presença de numerosas personalidades, nas quais Claudio Torres, para concluir : "Temos uma obrigação moral que seu exemplo seja uma referência viva para as gerações presentes e que perdure a lembrança da sua actuação". José Cymbrom, em nome da Fundação, apresentou a tradução da BD francesa e anunciou a publicação do Documento pedagógico, dedicado aos estabelecimentos escolares. Apresentou igualemento algumas peças de teatro, recentementas publicadas.

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Duas bisnetas de Aristides de Sousa Mendes depõem flores junto ao monumento evocativo  de seu Bisavô na estação do Parque, do Metropolitano de Lisboa.

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(fotografia "Pro Dignitate)

(fotografia "Pro Dignitate)

Na Sinagoga de Lisboa a cerimónia começou com a leitura do Psalmo 23 : " O Senhor me guiará nos caminhos da justiça, com o amor do seu Nome". O presidente da Comunidade Judaica de Lisboa, Samuel Levy, exprimiu o seu reconhecimento para com Aristides Sousa Mendes, que colocou em perigo o seu bem-estar, para salvar judeus durante a ocupação nazi, em França, e desejou que ele seja uma referência viva para as gerações presentes, e que perdure a lembrança da sua actuação. O celebrante Isaac Azor cantou louvores en honra das vítimas do Holocauste...Como judeus salvos por um homem justo, é nossa obrigação recordar a sua vida e de todos os que tiveram a mesma coragem. Agradecer a seus filhos e todos seus familiares e recordar a bondade, dignidade e princípio de um homem, que contra tudo e todos, em sua época, lesou a si mesmo em prol de salvar vidas, condenadas pelo nazismo na quase absoluta indiferênça que do que lutam por um mundo melhor e mais justo para todos. Parafraseando o Talmud no monumento de Yad Vashem: "Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro".

Homenagem a Aristides de Sousa Mendes em New York   Homenagem prestada na Sede das Nações Unidas, 3 de Abril de 2000.

  "Visas for Life" é uma Exposição homenagem dedicada aos diplomatos que salvarem judeus durant a segunda guerra mundial. Dia 3 de Abril, escolhido por ser o dia do aniversário da morte do Cônsul português.

Estavam presentes alguns destes que foram salvos por ele. Lissy Jarvikh, Sylvain Bromberger e Svi Deutsch, que foram informados, pela imprensa, desta homenagem.

Todos eles, desejavam que esta exposição servisse de informação para todos aqueles que, como eles, foram salvos por Aristides de Sousa Mendes.

Nesta fotografia vimos Maria Barroso explicar o objectivo deste exposição e da Fundação recentemente formada.

João Paulo Abranches explicou a necessidade que tiveram os seus filhos de deixar Portugal, para terem a possibilidade de construir as suas vidas.

Chorando, contou a maneira com que Salazar se activou para se desembarassar de tantos judeus refugiados em Portugal, ele evocou a sua última viagem a bordo do Niassa, o navio escolhido pelo regime para se desembarassar de tantas pessoas indesejáveis...

A inauguração da Exposição começou pela recepção dos três diplomates ainda vivos, e dos vários representantes oficiais. Entre eles a mulher de Kofi Annan, Steven Spielberg, Elie Wiesel e vários representantes das Comunidades judáicas.

Maria Barroso falou da sua intenção de constituir um museu semelhante em Portugal, numa altura onde surgem alguns personagens como Jorg Haider, Le Pen, Jirinoski..."É indispensavel lembrar-se dos campos de concentração e de todos aqueles que esqueceram as suas referências morais e cívicas".

 

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Maio de 2001, O Presidente Sampaio em Bordéus

Na quarta-feira dia 9 de Mai, foi o convidado do Sr. Alain Juppé na Câmara Municipal de Bordéus, com alguns representantes da Comunidade portuguesa. No fim do jantar o Senhor deputado e Presidente da Câmara Municipal de Bordéus cumprimentou o Presidente Jorge Sampaio evocando esta longa amizade entre Bordéus e Portugal e relembrando a memória de Aristides de Sousa Mendes:

"C'est avec émotion, que je voudrais tout d'abord saluer la mémoire du "Juste de Bordeaux", votre compatriote Aristides de Sousa Mendes, qui occupait le poste de Consul Général du Portugal à Bordeaux en Juin 1940 et qui, faisant preuve d'un immense courage, n'hésita pas à braver les ordres de son gouvernement pour sauver de la mort des milliers de réfugiés, notamment de nombreux juifs. Au devenir de sa carrière diplomatique, il a préféré la dignité de l'Homme et la solidarité envers ceux qui souffraient.

Alors qu'aujourd'hui modernité rime trop souvent avec indifférence et égoïsme, la conduite héroïque d'Aristides de Sousa Mendes doit plus que jamais être saluée et mise en valeur, en particulier auprés des jeunes."

No dia seguinte ao meio dia, junto do Busto de Aristides Sousa Mendes, na Esplanada Charles de Gaulle, o Presidente Jorge Sampaio, em presença do Prefeito da região, dos representantes das instâncias regionais, departamentais e municipais, dos representantes da comunidade judaica e da comunidade portuguesa, prestou, ele próprio, homenagem ao " Justo de Bordéus".

Marie Rose Faure Sousa Mendes, a filha do Cônsul e Presidente do "Comité National A.S.M". agradeceu o Presidente J.Sampaio e todas as pessoas presentes e especialemente aqueles que trabalharam para que justiça fosse feita, e que a sua memoria seja honrada.

Depois o Sr. Prefeito da Região tomou a palavra, homenagiando Aristides Sousa Mendes:

 

"La République française s'associe à votre geste Monsieur le Président et elle tient aussi à exprimer sa profonde reconnaissance à Celui qui, dans notre mémoire est devenu : "Le Juste de Bordeaux".
Oui cet homme était un Juste. Entre la brillante carrière qui s'ouvrait à lui, s'il était docile aux ordres et les actions que lui inspirait sa concience et son courage. Il reste un magnifique exemple pour tous ceux qui, d'une manière ou d'une autre ont reçu une parcelle d'autorité pour régler le destin de leurs contamporains.

 

Entre 1940 et 1944, la France a connu l'une des periodes les plus noires de son histoire, Bordeaux en porte des souvenirs particulièrement douloureux. Cette nuit des valeurs et des consciences a cependant été illuminée par les actions d'éclat de quelques uns. Aristides de Sousa Mendes était de ceux-là. En Juin 1940, sous la pression des troupes nazies, beaucoup de ceux qui se savaient en danger essayaient de quitter la France par le sud, par le port de Marseille ou en gagnant l'Espagne.

Mr. de SOUSA MENDES, en en refusant d'appliquer la funeste "circulaire 14", qui interdisait l'octroi de visas à des juifs expulsés des pays de leur nationalité ainsi qu'aux apatrides, et en signant jour et nuit des visas d'entrée au Portugal à des réfugiés venus de toute l'Europe a sauvé prés de 30.000 personnes de la barbarie et de la mort.

Il faut citer le témoignage d'un réfugié célèbre, le Prince Otto de Habsbourg, à qui M.SOUSA MENDES délivra un visa: "C'était un gentilhomme, un homme de courage et d'une intégrité admirable qui servit ses principes au détriment de ses intérêts personnels. En une periode où beaucoup d'hommes étaient des lâches, il a été un véritable héros de l'Occident". Comme beaucoup de héros, Aristides de SOUSA MENDES a été victime de l'oubli.

Ici même, ce n'est que le 29 mai 1994 que le Président Mario SOARES inaugurait ce buste devant lequel nous sommes venus nous recueillir avec vous, M. le Président de la République.

Je vous exprime avec mon profond respect, les remerciements du gouvernement français pour le geste que vous accomplissez ce matin. Ce geste de mémoire en l'honneur d'un homme qui, alors que notre civilisation était au fond de l'abîme, a permis, malgrè tout, de ne pas désespérer de l'humanité.

Depois foi o Presidente Sampaio que tomou a palavra:

"Homenagear a memória de Aristides de Sousa Mendes é querer que perdure a lembrança da sua actuação e que o seu exemplo seja uma referência viva para as gerações presentes e vindouras. Com a minha presença aqui, é Portugal que honra a sua memória, num gesto de tributo que tem valor de símbolo.

"Um povo sem memória é um povo sem futuro... Aristides de Sousa Mendes foi um homem de bem que, em tempos de barbaridade e de servidão cega, teve a lucidez e a coragem de manter intacta a sua liberdade de consciência, guiando-se unicamente pelo imperativo moral que a sua razão lhe ditava, contrariando de ordens que considerava iníquas.

 

"A sua actuação correspondeu a uma decisão solitária em prol da humanidade, ditada pela urgência da situação, que salvou dezenas de milhares de vidas. Pagou caro os seus gestos, mas a história deu-lhe razão.

" Esta homenagem que hoje lhe prestamos, no lugar que foi testemunho da sua liberdade de espírito e grande generosidade de coração, tem um sentido de reparação e é um gesto simbólico de justiça e de reconhecimento do Portugal livre e democrático.

Muito obrigado a todos.


O Presidente Jorgs Sampaio com Marie Rose Faure Sousa Mendes

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Maio de 2001

Escola Superior de Educação de Viseu

Decorreu no dia vinte e quatro de maio um conjunto de palestras no auditório da Escola Superior de Educação subordinadas ao tema "Aristides de Sousa Mendes – Um Defensor dos Direitos Humanos".

Estiveram presentes, nesta iniciativa, diversas personalidades da Escola e cito:

O Senhor Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Professor Doutor Pedro Antas de Barros, o senhor Professor Doutor Alberto Vara Branco, Presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educação e o Doutor Luís Miguel Oliveira de Barros Cardoso, moderador das palestras; bem como personalidades da cidade: o senhor Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu e uma representante do Governo Civil da cidade. Há, ainda, a referir, a presença de coordenadores e organizadores do evento, da Doutora Maria de Jesus Barroso, Presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes e do Major Álvaro Sousa Mendes e de António Pedro de Sousa Mendes, netos do homenageado.  

A sessão teve início por volta das catorze horas e trinta minutos, altura em que se assistiu a uma representação teatral, "Aristides de Sousa Mendes – Uma Figura Notável na História da Humanidade", interpretada por um grupo de alunos da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes, retratando fielmente a sua vida e os feitos heróicos que realizou durante a Segunda Guerra Mundial e numa altura em que se viviam em Portugal momentos particularmente difíceis.

  A primeira intervenção da tarde, "Aristides de Sousa Mendes – Uma Figura Notável na História da Humanidade", esteve a cargo da Doutora Luísa Caetano, uma das responsáveis pela organização do evento, seguida pelo Professor Doutor Avantino Beleza que, retratou factos relativos à Segunda Guerra Mundial, focando principalmente o horror do Holocausto e da perseguição nazi aos judeus, subordinado ao tema "Os judeus e o Holocausto".

" A Doutora Ester Vagas, docente na Escola Superior de Educação de Viseu, fez a terceira intervenção dissertando sobre o tema "Um Homem para a Eternidade".

O encerramento da sessão esteve a cargo da Doutora Maria de Jesus Barroso, antecedida pelas intervenções do Doutor Luís Fidalgo e do Major Álvaro de Sousa Mendes com uma intervenção intitulada "Sousa Mendes – Um Defensor dos Direitos Humanos". António Pedro de Sousa Mendes também proferiu algumas palavras emotivas acerca de seu avô e, em último lugar, o Professor Doutor João Pedro Antas de Barros teceu um conjunto de considerações relativas ao mérito da iniciativa.

Destas palestras, eleva-se a memória de um homem que fez tudo o que pôde e tudo aquilo que parecia não estar ao seu alcance para ajudar o seu semelhante, não olhando a credos, raças ou estatutos sociais. Aristides, como cônsul de Portugal em Bordéus, não poderia ficar alheio ao genocídio nazi que se desenrolara à sua volta, nem tão pouco poderia negar ajuda aos que o solicitavam. Agiu, então, de sua livre e espontânea vontade, acreditando que o seu acto era um acto de justiça para com aqueles que eram perseguidos.

Agiu em plena consciência, assinando vistos de entrada em Portugal a cerca de trinta mil pessoas, um terço eram judeus, com a ajuda de sua mulher Angelina e dos filhos que os preenchiam. Tudo isto, tendo em consideração de que estava a violar ordens expressas do governo de Salazar que o proibira. Muitos destes refugiados anónimos permaneceram em sua casa, situada em Cabanas de Viriato e também altas individualidades das casas reais europeias.  

Após esta ousadia, considerada traição pelo regime salazarista, Aristides foi destituído do cargo e ordenado o seu regresso imediato a Portugal.

Seria suspenso da actividade diplomática e da advocacia durante o período de um ano, após o qual se reformaria. Mas tal nunca aconteceu. Sousa Mendes morreu na miséria vivendo da sopa dos pobres em Lisboa, juntamente com a sua filha e sobrevivendo da caridade e da ajuda de alguns amigos.

Não se consegue compreender como é que, apenas nos finais da década de oitenta, se reavivou a memória deste homem extraordinário e dos seus gloriosos actos, através de condecorações e homenagens póstumas do mais alto nível mas de quem tão pouco se fala, após ter sofrido tantas atrocidades.

  Lamentável é, igualmente, o estado de degradação a que o seu património chegou: votado ao abandono! No entanto, no ano 2000, foi finalmente criada a Fundação Aristides de Sousa Mendes, cuja presidente é a Doutora Maria de Jesus Barroso. Esta fundação, após a aquisição da casa de família de Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, tem como principal objectivo a criação de uma Casa-Museu naquele espaço, na qual possa dar a conhecer aos jovens e aos portugueses em geral, nomeadamente,

às gerações vindouras a obra deste humanista que sacrificou o bem-estar da sua família e arriscou a sua vida para salvar trinta mil almas do holocausto nazi. Outro dos objectivos é continuar a efectuar palestras e divulgar nas escolas e noutros locais, esta figura referida como um homem do mundo e não apenas um português e cabanense que teve a ousadia de seguir os seus sentimentos, contrariando as ordens do regime salazarista.

A Aristides de Sousa Mendes, devemos os valores de generosidade, de fraternidade e lealdade perante o nosso semelhante. Foi esta a mensagem marcante deste dia de confraternização e, sobretudo, de homenagem a um grande herói da Humanidade: Aristides de Sousa Mendes que parece continuar esquecido nos livros de História e neste período conturbado da História de Portugal. Que esta figura sirva de exemplo para todos nós, de modo a que não se repita um novo holocausto na história da Humanidade. Rute Basílio 3º ano do Curso de Comunicação Social

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Abril 2002

Aristides Sousa Mendes

homenageado

em São Paulo

O ex-cônsul de Portugal em Bordéus durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, foi terça-feira homenageado em São Paulo com a colocação de um busto na mais importante associação judaica da América Latina.

A homenagem, promovida pelas comunidades portuguesa e judaica de São Paulo, consistiu na colocação do busto de Sousa Mendes, da autoria de Santos Lopes e que assinala os 48 anos da morte do ex-cônsul português. Trata-se do primeiro busto de uma figura estrangeira no interior da «A Hebraica», a maior e mais importante instituição judaica da América Latina com sede em São Paulo.

Álvaro de Sousa Mendes, neto do diplomata, que se deslocou ao Brasil pela primeira vez para participar na homenagem, disse, emocionado, lamentar que o seu avô não estivesse vivo «para ver que o tempo só aumenta a grandeza de tudo que ele fez». «Nós, descendentes de Aristides de Sousa Mendes, lembramos a sua história com orgulho e jamais esquecemos o exemplo que ele deixou», acrescentou.

Na homenagem a Aristides de Sousa Mendes foi inaugurada também uma exposição de fotos, vinda do Museu da República e Resistência de Lisboa, que conta a história do herói português.

O sobrinho-neto do antigo cônsul, José Mendes, residente no Brasil, lembrou a vida difícil de miséria e solidão, a que o diplomata foi forçado, pelo governo de Oliveira Salazar, expulso da carreira diplomática por ter ajudado a fuga dos judeus. «Sentia revolta de saber que um homem tinha que sofrer aquela punição por ter sido justo e corajoso», disse.

A homenagem a Aristides de Sousa Mendes é uma iniciativa conjunta do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira, do Consulado-Geral de Portugal em São Paulo e do Instituto Camões. Domingos Fezas Vital, cônsul-geral de Portugal, assinalou na altura que a união de brasileiros, portugueses e israelitas que se juntaram em São Paulo para fazer esta homenagem "faz com que Sousa Mendes passe a ser um pouco menos património português para ganhar o mundo".

O cônsul de Israel, em São Paulo, Medad Medina, disse, por seu turno, que «jamais serão esquecidos» os que ajudaram o povo judaico. "Não há um aluno, um judeu, que não conheça a história daqueles que nos foram justos. Sousa Mendes é muito, muito importante para todos nós», disse. © 2002 LUSITANO - Lisboa     ·      27 de Abril de 2002

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2002 Acto em Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

O Instituto de Serviço Exterior da Nação (ISEN), do Ministerio das Relações Exteriores e Comercio Internacional e Culto da República Argentina, e a Fundação Internacional Raoul Wallenberg realizaram recentemente um acto dedicado à memória do diplomata português Aristides de Sousa Mendes. Durante a cerimónia foi entregue o Prémio Internacional Sousa Mendes 2002 ao escritor argentino José Ignacio García Hamilton e ao jornalista británico Nicholas Tozer.

 

16 de Janeiro de 2003 Antigo cônsul português vai dar nome a uma rua,

Telavive homenageia Aristides de Sousa Mendes

O Conselho Municipal de Telavive vai consagrar a memória O projecto foi apresentado pela Comissão de Consagração de Ruas, sob informação fornecida pelo embaixador de Portugal em Telavive, António Tânger Corrêa. A rua Aristides de Sousa Mendes situar-se-á no norte da cidade, entre o bairro de Ramat Aviv - um dos mais emblemáticos de Telavive, onde se situam a universidade, o Museu da Di

Não está ainda marcada a data para a inauguração oficial da placa comemorativa.

Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal na cidade francesa de Bordéus no início da II Guerra Mundial, foi reconhecido como um "justo entre as nações", por ter concedido cerca de 30 mil vistos para salvar a vida de refugiados do nazismo, na maioria judeus, contra as ordens expressas de Salazar. Forçado a regressar a Portugal, Sousa Mendes foi demitido do cargo e ficou na miséria, com a sua numerosa família.

Israel foi o primeiro país a reconhecer o acto heróico e humanitário do diplomata português, atribuindo-lhe uma medalha a título póstumo e plantando uma árvore em sua memória na Avenida dos Justos, no complexo Yad Vashem em Jerusalém, o memorial aos mártires e heróis do Holocausto.

Há oito anos, a Câmara de Petah Tikva atribuiu o nome de Aristides de Sousa Mendes a um dos jardins públicos da cidade. Posteriormente, por subscrição realizada em Inglaterra por uma mulher judia, ao ter conhecimento da acção de Sousa Mendes em prol dos refugiados do seu povo, foi consagrada à sua memória uma floresta com dez mil árvores na área florestal do Fundo Nacional Judaico em Yatir, no norte do Neguev.

Ao lado da Floresta Sousa Mendes está a ser criada uma nova área com o nome de Floresta Portugal, que terá também dez mil árvores, por iniciativa da Liga de Amizade Israel-Portugal de Telavive.  © 2003  PÚBLICO  
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En Buenos Aires y New Jersey se recordó a salvador de la humanidad 3 de Abril 2003

Organizada por la Fundación Internacional Raoul Wallenberg y la Embajada de Portugal en Argentina, el jueves 3 de abril de 2003 se llevó a cabo en la Biblioteca Nacional de la Républica Argentina una presentación de tres conferencias sobre el ex diplomático portugués >Aristides de Sousa Mendes, salvador de miles de judíos y otros perseguidos durante la segunda guerra mundial.

Embajador Antonio de Almeida Ribero, Lic. Silvio Maresca y el Dr. Natalio Wengrower, quien distinguió a la Biblioteca Nacional en el homenaje en Buenos Aires.

En la ocasión, y ante una nutrida concurrencia, hablaron Antonio de Almeida Ribeiro, Embajador de Portugal en Argentina; Silvio Maresca, Director de la Biblioteca Nacional y Beatriz Gurevich por la Fundación Wallenberg.

Participaron alrededor de 200 alumnos del nivel secundario de las escuelas ORT, Instituto Fátima de Martinez, Colegio Tarbut de Olivos y el Centro Educativo Nuevo Horizonte.

El Dr. Natalio Wengrower, Vicepresidente de la FIRW cerró el acto recordando las palabras de Sousa Mendes inscriptas en el monumento que lo recuerda en Portugal: "Prefiero estar con Dios en contra de los hombres, que con los hombres en contra de Dios."

En nombre de la FIRW, Wengrower entregó a la Biblioteca Nacional una Medalla Conmemorativa de Sousa Mendes especialmente acuñada por la Fundación Wallenberg. La presea, recibida por el Lic. Silvio Maresca, pasará a formar parte del patrimonio de la institución.

 

Homenaje en Newark

Baruj Tenembaum (der.) junto a Paul Abranches,
en el homenaje en Newark. 

Por otra parte, el mismo día 3 de abril la Fundación Wallenberg, sede Nueva York, organizó junto a la Fundación Portuguesa de Cultura y Educación, un tributo a Sousa Mendes en el Museo de Newark, estado de New Jersey, Estados Unidos, al cumplirse el 49º aniversario de su fallecimiento.

En la oportunidad fueron premiados por su trayectoria al servicio de la solidaridad, Frank Lautenberg, Senador por New Jersey; Sharpe James, Alcalde de Newark; León Suprenant, Editor en jefe de la revista "Lay Witness" y el medio periodístico "The Luso-Americano". Hicieron entrega de las distinciones, por la FIRW, el señor Joao Crisostomo y su fundador, Baruj Tenembaum, quien hizo referencia en su discurso al líder pacifista Martin Luter King al cumplirse 35 años de su asesinato.

La FIRW es una ONG dedicada a educar en los valores de solidaridad y coraje llevados a la práctica por miles de salvadores adurante el Holocausto. Cuenta con el apoyo de más de cincuenta Jefes de Estado, prestigiosos intelectuales y personalidades distinguidas con el Premio Nobel en diferentes categorías.

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¿Quién fue Aristides de Sousa Mendes?

Arístides de Sousa Mendes (1885-1954) era el Cónsul General de Portugal en Bordeaux, Francia, en la primavera de 1940 cuando la 'blitzkrieg' (guerra relámpago) nazi desbordó las defensas francesas en Sedán el 14 de mayo.

Una multitud de refugiados de diversas nacionalidades, entre ellos miles de judíos, llegó a la ciudad francesa con la esperanza de obtener una visa de tránsito hacia Portugal desde cuyos puertos se podía viajar a América.

A pesar de las directivas del gobierno del dictador portugués Premier Antonio de Oliveira Salazar que prohibían a sus diplomáticos extender visas 'a judíos expulsados de sus países de origen', Sousa Mendes emitió miles de permisos de tránsito no sólo en Bordeaux sino también en Bayona y en las calles de Hendaya, en la frontera con España. Gracias a su gestión alrededor de treinta mil refugiados recibieron ayuda, entre ellos diez mil judíos que evitaron la muerte en los campos de exterminio. 'Entregaré una visa a toda persona que la necesite, pueda o no pueda pagarla. Actuaré como mi conciencia de cristiano me lo indica', solía decir.

Por desobedecer al dictador fue expulsado sin beneficios del servicio exterior portugués y la mención de su nombre fue prohibida por décadas en Portugal. Vivió el resto de sus días como un marginado, perdió su casa y murió en la más absoluta pobreza el 3 de abril de 1954. Recién en 1987 el Presidente Mario Soares le otorgó a Sousa Mendes la Orden de la Libertad y públicamente pidió perdón a sus familiares por las injusticias cometidas.

Palabras del Embajador Antonio de Almeida Ribeiro

Quiero, en primer lugar, agradecer a la Fundación Raoul Wallenberg la iniciativa que tomó para conmemorar conjuntamente con la Embajada de Portugal en Buenos Aires el 49º Aniversario de la muerte del diplomático portugués Aristides de Sousa Mendes.

Agradezco igualmente a la prestigiosa Biblioteca Nacional y a su Director la cedencia de este excelente espacio, asociándose también de esa forma a esta iniciativa tan significativa y tan relevante. Finalmente quiero agradecer vuestra presencia en esta sesión. Espero sinceramente que el nombre de Aristides de Sousa Mendes pase a representar para los que nunca antes tuvieron conocimiento de su obra, un modelo de dignidad y de rectitud moral, constituyendo uno de los ejemplos más marcantes del gran coraje de un ciudadano ejemplar, de un ciudadano de mundo.

Muchas veces en nuestras vidas somos confrontados con dilemas y con opciones muy difíciles de tomar. Posiblemente, en la mayor parte de las veces optamos por las soluciones más fáciles y más cómodas, preocupándonos egoístamente sobre todo con nosotros, con nuestro bienestar y nuestra tranquilidad.

Aristides de Sousa Mendes hizo exactamente lo contrario, poniendo en riesgo su carrera, hasta su vida, poniendo inclusivamente en riesgo el sustento de toda su numerosa familia. El futuro de todos ellos acabó por cambiar radicalmente. Hasta hoy.

Estamos en 1940, en plena 2ª guerra Mundial. Alemania ya había invadido Polonia y Austria, miles de judíos, sintiéndose perseguidos por los invasores nazis, se trasladaron para Francia, procurando refugio y salvación. Aristides Sousa Mendes se encuentra en Bordeux hace ya dos años. Tiene 55 años, ejerce funciones de Cônsul de Portugal en aquella ciudad del sur de Francia, etapa de una carrera con varios destinos en puestos prestigiosos y confortables, como EE.UU. y Brasil. Es casado y tiene 14 hijos, la mayor parte son menores.

En Portugal está en vigor desde 1933 el llamado "Estado Novo", régimen autoritario del partido único de derecha, cuyo jefe es el Presidente Oliveira Salazar. A pesar de Portugal no haber entrado en la Guerra y de declarar su neutralidad, son visibles en algunos aspectos las simpatías de Salazar por los regímenes nazi/fascistas de Europa, aliadas a su aversión por la libertad y por la democracia. La censura y la policía política imponían serias limitaciones a la libertad de expresión y de pensamiento de los portugueses, siendo muchos de los opositores privados de la libertad.

Las inmensas colonias en Africa eran gobernadas desde Lisboa con mano de hierro por la dictadura portuguesa: Angola, Mozambique, Cabo Verde, Guinea Bissau y S. Tomé y Príncipe, hoy felizmente todos países independientes y soberanos. A estas se agregó recientemente Timor del Este, después de más de dos décadas de resistencia de su pueblo por la ocupación de Indonesia ocurrida en 1974.

Salazar, no solamente por sus simpatías políticas, sinotambién por el miedo de recibir en el país a miles de ciudadanos con ideas que él consideraba progresistas y liberales, envió instrucciones para todas las Embajadas y Consulados portugueses en el sentido de no ser concedidas visas para refugiados de guerra.

A Bordeux llegan cada vez más ciudadanos, muchos de los cuales judíos, y Sousa Mendes percibe claramente la dimensión de la tragedia que se aproxima. Como contaría más tarde uno de sus hijos, el Cónsul reunió un día a la familia y les dijo: "Todo está en mis manos, todos son seres humanos y su situación social, religión o color de cabello no pueden ser tenidas en consideración. Como cristiano, creo que no los puedo abandonar a una muerte segura".

Un encuentro casual con un rabino polaco ante la sinagoga de la ciudad habrá tenido, tal vez, un especial efecto sobre la actitud de nuestro Cónsul. Chaim Kröger, así se llamaba el rabino, estaba con la familia viviendo en la calle, y contó a Sousa Mendes lo que Hitler estaba preparando para los judíos de Europa.

Después de enfermarse por algún tiempo con una depresión, la decisión ya había sido tomada, a pesar de que la Cancilleria portuguesa le había avisado que cualquier alteración a las instrucciones emanadas sería considerada acto de desobediencia e implicaría la instauración de un proceso disciplinar. Sousa Mendes emite entonces más de 30 mil visas para entrada en Portugal, en una actitud de enorme coraje, recusando y desafiando conscientemente el cumplimiento de las instrucciones que recibió.

El Presidente Salazar no pierde tiempo y envía a dos funcionarios para traer a Sousa Mendes para Portugal. En el trayecto, concede algunas centenas de visas más en el Viceconsulado en Bayonne y en Hendaye, donde grupos de refugiados intentaron sin éxito entrar en España, después del dictador español General Franco haber cerrado también las fronteras. Conseguirán entrar a través de un pequeño puesto fronterizo secundario, donde el guardia español no pudo impedir el paso de la multitud.

Después de llegar a Lisboa, el Cónsul es castigado con un año de inactividad y finalmente obligado a jubilarse. En el proceso de acusación, le es apuntado el crimen de haber deshonrado a Portugal ante las autoridades españolas y las fuerzas alemanas de ocupación. Sousa Mendes, simplemente y con humildad contestó: "Mi único objetivo fue salvar personas cuyo sufrimento era indescriptible".

Abandonado por sus amigos, sin dinero para sustentar la numerosa familia, el antiguo Cónsul en Bordeux vivió los últimos años de su vida con innúmeras dificultades, hasta morir en 1954. Durante más de veinte años, su memoria se mantuvo en silencio por la dictadura portuguesa.

Pero, a pesar de eso, hubo muchas personas que nunca olvidaron aquel gran héroe. Después de la revolución democrática que tuvo lugar en Portugal en el año 1974 - La Revolución de los claveles del 25 de Abril - fue finalmente posible ser rendido un justo homenaje a ese ciudadano ejemplar que fue Sousa Mendes.

Hoy, la fundación que sus familiares crearon desenvuelve en Portugal y en el mundo una importante acción de divulgación, y además me es sumamente grato transmitir, en su nombre, los más sinceros agradecimientos a la Fundación Wallenberg por la iniciativa que hoy nos trajo aqui.

Como diplomático portugués no puedo dejar de sentir un inmenso orgullo por pertenecer a la misma Cancilleria que tuvo el honor de contar con un funcionario con aquella envergadura moral y cívica. Espero que su ejemplo sirva para muchas generaciones, especialmente para los jóvenes, que serán los hombres de mañana. En el momento difícil que nuestro mundo atraviesa, prestar homenaje a Sousa Mendes es homenajear el respeto por la vida y por la dignidad humana sobre todas las cosas.

El Portugal democrático de hoy se enorgullece de luchar en los más variados foros internacionales siempre por la supremacía de los derechos humanos, independientemente del color de piel, de la religión o de las ideas de cada uno. Como decía un alto dirigente político portugués: "Hombres así, redimen la naturaleza humana de los mostruos que de vez en cuando produce. Homenajearlos es estar atento al riesgo de su repetición".

Muchas gracias.


E depois foi a celebração do Cinquentenário ...No Mundo Enteiro..!

 

30 Março 2005, " Portuguese Times" de New Bedford, Massachusetts:
Aristides de Sousa Mendes homenageado no Museu da Herança Judaica.

O cônsul Aristides de Sousa Mendes, que salvou dos nazis cerca de 30.000 judeus e outros refugiados durante a II Grande Guerra, vai ser homenageado, a 06 de Abril, no Museu da Herança Judaica de Manhattan.

A iniciativa, que se insere nas celebrações do 50º aniversário da sua morte, partiu do activista João Crisóstomo e conta com a colaboração dos Consulados de Portugal e do Brasil em Nova Iorque , da Fundação Internacional Raoul Wallenberg e do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

No âmbito das comemorações está ainda agendada uma missa, a 03 de Abril, dia da morte de Sousa Mendes, na igreja de Santo António, em Manhattan, presidida pelo bispo brasileiro Edgar Moreira Cunha.

Segundo João Crisóstomo, um dos vice-presidentes da Raoul Wallberng Foundation e o coordenador das comemorações do cinquentenário da morte de Sousa Mendes, a homenagem estende-se ainda ao diplomata brasileiro Luís Martins de Souza Dantas, que também salvou, enquanto embaixador do Brasil em Paris, vários judeus da perseguição alemã durante a II Grande Guerra, concedendo-lhes vistos de entrada no Brasil.

Os dois diplomatas de língua portuguesa serão assim lembrados no Museu da Herança Judaica de Manhattan durante um ano através da exposição do livro de contabilidade de José Seabra, secretario do Consul Aristides de Sousa Mendes, o qual queria dar vistos em conformidade com as regulamentos em vigor, e da caneta que serviu para os assinar, objectos cedidos respectivamente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e por Álvaro de Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes.

Do Brasil virá um passaporte de Sulamice Kostman, refugiada judia residente em São Paulo , com dois vistos passados um por Aristides de Sousa Mendes e outro por Souza Dantas, e que lhe permitiu fugir aos alemães e viajar para o Brasil através de Portugal.

"São os dois únicos diplomatas de língua portuguesa a figurarem na galeria dos heróis do Museu da Herança Judaica de Nova Iorque e eu estou muito orgulhoso de ter contribuído para que isso acontecesse", disse João Crisóstomo à agência Lusa.

Na recepção de 06 de Abril serão também homenageados Robert Jacobvitz, Anne Treseder e António Rodrigues pelo seu trabalho em prol de causas humanitárias. Os dois primeiros fundaram em 1986, na Califórnia, juntamente com John Paul Abranches, filho mais novo de Aristides de Sousa Mendes, e sua mulher, Joan Abranches, o Comité Internacional Aristides de Sousa Mendes, com ramificações a Portugal, Israel e Canadá.

.... O comité permitiu coordenar esforços com outros grupos na França e na Inglaterra levando à reabilitação do nome de Aristides de Sousa Mendes junto do governo de Lisboa e à divulgação da sua acção humanitária um pouco por todo o mundo.

João Crisóstomo faz votos para que a comunidade portuguesa residente na área metropolitana de Nova Iorque não deixe de visitar o Museu da Herança Judaica não só ao longo do próximo ano, mas também depois, já que a foto do cônsul português passará a integrar permanentemente a galeria de heróis do museu. "Este é o terceiro museu dedicado ao Holocausto mais importante de todo o mundo, depois do de Israel e de Washington", explicou João Crisóstomo.

" Por ano passam por aqui mais de 120 mil visitantes, sobretudo estudantes e estudiosos, e o facto de termos a partir de agora um nome português na sua galeria de heróis, deve constituir um grande motivo de orgulho para todos nós", acrescentou.

O Museu da Herança Judaica, uma Memória Viva do Holocausto (Museum of the Jewish Heritage, a Living Memory to the Holocaust) fica situado no Battery Place, mesmo ao lado do World Trade Center e de frente para a estátua da Liberdade.  
Fonte:
www.portuguesetimes.com/Ed_1762/Comuni/co11.htm

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Missa Brevis em Memória de Aristides de Sousa Mendes 2005 de Sérgio Azevedo Coro de Câmara da Universidade de Lisboa Maestro José Robert Participação do Coro da Universidade de Lisboa, Comunicações do Doutor António Vasconcelos Tavares, Pró-Reitor da UL e de Sérgio Azevedo ENTRADA LIVRE : 2 de Outubro, 18 horas Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa~~~~~~~~

Afixado por: vm em setembro 28, 2005 12:09 AM

  Há, no mesmo dia, 2 de Outubro, vários outros concertos, em Lisboa e Mafra. Um deles é o de Música checa, no órgão da Sé, às 16,30h. Se optarmos por este, ainda podemos, indo de metro, do Rossio para a Cidade Universitária, apanhar a homenagem ao nosso grande herói, às 18,30h.

É o que vou fazer, pois nunca sabemos até quando teremos liberdade para homenagear este ilustre diplomata, nosso orgulho de portugueses. Ele continua a ser odiado e o seu feito escondido, pelos sectores mais conservadores deste país: por isso mesmo, não é aprendido, nas nossas escolas, como o exemplo de heroicidade e de filantropia autênticas. É que a História repete-se, infelizmente.

 

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